2 abr 2016 12h12
Homem é condenado a 20 anos de prisão por tentativa de homicídio em Quirinópolis

Em sessão do Júri, nesta quinta-feira (31/3), em Quirinópolis, José Aparecido da Silva Araújo foi condenado a 20 anos de prisão pela tentativa de homicídio duplamente qualificado praticada contra a ex-companheira do réu Alcione Martins Nogueira. Durante a plenária, que teve duração de 12 horas, a acusação foi feita pela promotora de Justiça Fernanda Balbinot, culminando com a condenação pelo Conselho de Sentença e fixação da pena pelo juiz Felipe Morais Barbosa. Os fatos aconteceram no dia 1° de novembro de 2014, quando o réu acertou a vítima com um tiro na cabeça, que resultou num quadro permanente de tetraplegia.
O caso
Sustentação do MP apontou que réu e vítima mantiveram um relacionamento amoroso por aproximadamente 12 anos. Nesse período, Alcione sofreu constantes agressões físicas, praticadas, inclusive, durante a gravidez, e que resultaram no nascimento de uma filha deficiente que acabou morrendo aos 9 anos e no abortamento de outros fetos. A vítima, que já não queria manter essa relação, chegou a pagar R$ 1.200,00, exigidos pelo parceiro para que ele deixasse o lar comum.
No dia anterior aos fatos, José Aparecido esteve na casa da vítima, dizendo que dormiria ali e no dia seguinte iria embora. Ele entretanto, inconformado com o rompimento, discutiu com a vítima. Na sequência, Alcione falou que iria para a casa da mãe, mas, quando se preparava para sair foi surpreendida por José Aparecido armado com uma garrucha, calibre 22, fabricada por ele mesmo. Nesse momento, na frente dos filhos de Alcione, ele a atingiu e fugiu do local, deixando-a ferida. O acusado, inclusive, ameaçou de atirar em um dos filhos da vítima, que tentava conter sua conduta delituosa.
A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, acionados por vizinhos, compareceram no local e encaminharam a vítima para um hospital em Santa Helena. Alcione, entretanto, mesmo recebendo atendimento médico, ficou tetraplégica, em decorrência da lesão causada pelo tiro.
A mulher tem quatro filhos, dos quais um menor de 18 anos, para os quais não pode mais dispensar os cuidados maternos, sendo que a sua condição de saúde atual ainda exige cuidados integrais, como alimentação, higiene e medicação, além dos gastos com remédios e fisioterapia, situação também levada em consideração no julgamento. (Cristiani Honório / Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)