22 nov 2016 14h31
SINTEGO Quirinópolis reuniu vários estudantes no Abraço Negro 2016

O SINTEGO Quirinópolis promoveu na manhã desta terça-feira o evento “Abraço Negro”. Alunos e professores da rede municipal e estadual se reuniram no ginásio de esportes do município para uma manhã especial e diferente. O ato faz parte da campanha de conscientização contra a discriminação racial promovida pelo sindicato em alusão ás comemorações do dia da “Consciência Negra”, comemorado no ultimo dia 20 de novembro. Eliedes Francisca da Silveira, presidente da Regional do Sintego de Quirinópolis disse que a realização do evento é uma forma de mostrar para toda comunidade que o sindicato está voltado não apenas para a luta dos direitos dos trabalhadores da educação, mas também defender as causas que representam toda comunidade.
O Racismo é considerado CRIME grave, inafiançável e imprescritível e a Constituição Federal apresenta diversas formas de punição para estes casos. Posto que o crime representa o ódio ou aversão a todo um grupo, o racismo é um delito de ordem coletiva, que ataca não somente a vítima, mas todo o ideal de dignidade humana. O racismo pode estar presente em qualquer tipo de ambiente: na escola, no trabalho, na rua ou até mesmo em meio a pessoas próximas.
Idealizadora do evento, a professora Iêda Leal, afirma que o Abraço Negro simboliza as atividades de combate ao racismo na educação pública. Secretária de Combate ao Racismo da CNTE e vice-presidente da CUT e do Sintego, Iêda Leal avalia que o evento é o momento para demonstrar para a sociedade o esforço dos educadores e dos sindicalistas em levar para as escolas uma educação sem racismo e sem intolerância.
O projeto “Abraço Negro” começou há 13 anos em Goiânia e hoje está em todo o Estado de Goiás, sendo realizado em Aparecida de Goiânia, Trindade, Anápolis, Luziânia, São Miguel do Araguaia, Silvânia, Itapuranga, Uruaçu, Niquelândia, Quirinópolis, e em outras das 34 regionais do Sintego.
Em Quirinópolis o abraço simbólico aconteceu em torno do Teatro Sodino Vieira de Carvalho.
“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.” (Nelson Mandela)
Texto: Nilda Silva – Jornalista MTB 3603/GO
Fonte:barrados.net