16 mar 2017 10h59

Bebês foram trocados no Hospital Municipal de Quirinópolis. Fato aconteceu há 32 anos e só foi descoberto agora.

BARRADOS

Na manhã do dia 15 de maio do ano de 1984, a jovem Maria Martins Pereira, de apenas 17 anos de idade, saiu de sua casa, em Gouvelândia, para dar à luz, no Hospital Municipal de Quirinópolis. Os exames do pré-natal não mostravam o sexo do bebê. O parto foi normal. Nasceu uma menina. No dia seguinte, mãe e filha receberam alta hospitalar e voltaram pra casa. A bebezinha foi batizada de Keila Martins Borges.


A vida foi sendo construída. 32 anos se passaram, Keila teve dois filhos, que hoje tem 8 e 16 anos de idade. Ao longo desses 32 anos, algumas pessoas chegaram a questionar se Keila era adotada, porque seus traços físicos não se pareciam muito com os da mãe. Agora no começo de 2017, uma prima encontrou na igreja que frequentava, em Quirinópolis, uma mulher bastante parecida com Keila e a partir daí, verificando fotografias no facebook, a família passou a suspeitar de que pudesse ter acontecido uma troca de bebês. A mulher que se parece a keila, tem uma irmã, que tem muito da fisionomia da Maria Martins. As “coincidências” foram ganhando proporções cada vez maiores, porque se descobriu que essa outra mulher também nasceu no dia 15 de maio de 1984, no Hospital Municipal de Quirinópolis.


Em meados do mês passado, Keila e a mãe decidiram fazer um teste de DNA para sanar as dúvidas. O resultado saiu essa semana e mostrou que Keila não é filha biológica da Maria.


E agora, o que vai acontecer? A família ainda não sabe como será daqui pra frente. Maria teve uma única filha e de uma hora pra outra, descobriu que não é a que criou e que os netos com quem sempre conviveu também não seus netos.


            A mulher que possivelmente é filha biológica da Maria também estaria disposta a fazer um teste de DNA. A história ainda terá muitos capítulos para serem escritos. Os familiares da Keila e da Maria estão perplexos. Ninguém consegue imaginar o que acontecerá daqui pra frente, embora todos acreditem que as duas famílias deverão se unir.


            Keila conta que foi até a fazenda onde mora o homem que ela julga ser seu pai biológico e este teria dito que pelas características físicas, não há dúvidas sobre a paternidade.


            Outro detalhe que chama a atenção é de que no dia em que Maria deu à luz, ela não conseguiu amamentar a filha, o que teria sido feito pela outra mulher que também teve bebê naquele mesmo dia, o que pode ter contribuído para a confusão e a consequente troca das crianças.

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