23 fev 2015 08h23Atualizado em 23 fev 2015 12h17

Balão do Google sobrevoou Quirinópolis e acabou sendo observado por muitos, como “disco voador”.

BARRADOS




O objeto que sobrevoou o céu de Quirinópolis, neste domingo (22), deixou muita gente intrigada. Alguns chegaram a imaginar que se tratava de um OVNI.

O objeto visto como ?disco voador? nada mais é do que um balão do projeto Loon, uma rede de balões que viaja pelos confins do espaço, com o objetivo de conectar pessoas em áreas rurais e remotas, ajudando a preencher falhas de cobertura e ajudando a recuperar a conexão com a internet em áreas que passaram por desastres. É que 2/3 da população mundial ainda não tem acesso a internet.

O balão que sobrevoou Quirinópolis estava na estratosfera, distante cerca de 20 km acima da superfície da terra, a uma altura duas vezes maior que a dos aviões e dos fenômenos meteorológicos. Embora parecesse pequeno, o balão mede 15 metros de largura por 12 de altura.

O projeto-piloto experimental começou em junho de 2013 na Nova Zelândia, depois foi estendido para o Vale Central da Califórnia e para o Nordeste do Brasil.

Cada balão pode fornecer conectividade a uma área de aproximadamente 40 km de diâmetro no solo, através da tecnologia chamada LTE. Por meio de parcerias com empresas de telecomunicações que compartilham o espectro da rede celular, o projeto permite que as pessoas se conectem à rede do balão, diretamente dos seus smartphones e outros dispositivos com suporte à LTE.

A parte inflável do balão é chamada de ?envelope?. Um envelope bem feito é fundamental para permitir que um balão dure cerca de 100 dias na estratosfera. Os envelopes dos balões Loon são feitos de folhas de plástico de polietileno. A descida é controlada e no caso improvável de um balão cair rápido demais, um paraquedas ligado à parte superior do envelope é aberto.

O balão visto ontem, pelos quirinopolinos, está hoje sobrevoando o céu de Mato Grosso.


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