18 dez 2019 07h00

Governo fecha mais uma escola, em Quirinópolis

BARRADOS
Depois de fechar a Escola Estadual Quintiliano Leão Neto, no início de 2019, ontem (17) foi a vez do governo fechar a Escola Olga Parreira, que este ano completou 55 anos. Um dos motivos para o fechamento, segundo a coordenadora regional de ensino, Carla Simone, foi a questão financeira. Outro, o reordenamento da rede, onde o Estado ficará responsável apenas pela segunda fase do ensino fundamental.


O fechamento pegou todos de surpresa, porque embora o governo estivesse fazendo um estudo de rede, apenas na última quinta-feira (12), depois das matrículas renovadas para o ano de 2020, é que a escola foi comunicada oficialmente sobre o fechamento. Alguns pais analisaram esse comunicado tardio, como uma falta de respeito por parte do governo, uma vez que já haviam renovado as matrículas dos filhos.


O comunicado feito no dia 12 coincidiu com a data em que a escola faria um evento cultural, preparado ao longo de seis meses. Para evitar que a notícia desestimulasse os alunos durante as apresentações, a diretora Lucimara Pimentel decidiu não divulgar naquele dia, sobre o fechamento. “A noite foi repleta de belas apresentações”, recorda a professora que está na unidade há 20 anos. No dia seguinte, ela voltou a manter contato com a secretaria estadual de educação e, na última segunda-feira (16), acompanhada pela coordenadora regional de ensino, Carla Simone, foi à capital do Estado, em mais uma tentativa de manter a escola aberta, mas, sem êxito.


De volta à Quirinópolis, a diretora deu a notícia para os pais, no final da tarde de ontem (17). José Ciro mora no Bairro Alphaville. O filho dele, o Nathan, de 10 anos de idade, estudou no Colégio Olga Parreira, nos últimos 5 anos. José Ciro lamentou o fechamento da Escola, que segundo ele, tinha uma equipe de excelentes profissionais.



A Coordenadora Regional de Ensino, Carla Simone, explicou que o fechamento da Escola Estadual Olga Parreira foi feito depois de um estudo de rede, ressaltando que a escola não atingiu o quantitativo de alunos. Segundo ela, os mais de 120 alunos serão remanejados para outras unidades, ou para a Escola Estadual João XXIII, que é distante da Escola Olga Parreira, ou para escolas municipais. Os 11 servidores concursados e os 9 comissionados também serão realocados em outras escolas, segundo a coordenadora. Embora tenha afirmado que o reordenamento da rede já vinha sendo estudado desde o início do ano, Carla Simone negou que tivesse havido demora em comunicar a escola sobre a decisão, o que só feito na última quinta-feira (12). O prédio da Escola Olga Parreira passará a abrigar a Coordenação Regional de Ensino.




Bastante emocionada, o anúncio do fechamento da Escola Olga Parreira foi feito pela diretora Lucimara Pimentel, na tarde de ontem (17). Ela lembrou que foi aluna da escola, onde mais tarde passaria à condição de diretora. Ressaltou que 2019 começou de forma turbulenta. Há menos de 10 dias do início das aulas, em Janeiro, o governo decidiu retirar a escola da modalidade de período integral e, logo em seguida, retirou também a turma de primeiro ano. “A equipe se uniu ainda mais e a escola cumpriu todas as metas estabelecidas pelo governo”, destacou a diretora. 


Nos meses de outubro e novembro, a escola pediu para que fosse implantado o 6º ano na unidade. O Estado acenou com a possibilidade. Na semana passada, o Estado pediu novamente que fosse feito um levantamento de demanda, em relação ao 6º ano; os números mostraram que havia quantidade suficiente de interessados para abrir uma turma da referida série. Desmerecendo esse levantamento, na tarde de quinta-feira (12), a escola foi comunicada oficialmente sobre o fechamento. 
Anteontem (16), a diretora foi novamente à Goiânia, a fim de tentar evitar o fechamento da escola, o que não foi possível. Emocionada, Lucimara Pimentel agradeceu aos pais, pela confiança e ouviu muitos elogios em relação ao trabalho da equipe que coordenou, enquanto diretora. “O Olga Parreira fecha suas portas, mas, não a sua história”, disse Lucimara. Ao fechar a Escola Estadual Quintiliano Leão Neto, em janeiro deste ano, o governo informou que os alunos seriam remanejados para a Escola Estadual Olga Parreira, o que foi feito. Agora, com o fechamento da Escola Olga Parreira, o governo sugeriu que os alunos sejam matriculados na Escola Estadual João XXIII, muito distante das duas unidades fechadas.
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